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MATÉRIA


INGESTÃO DE GORDURA DE BOA QUALIDADE DIMINUI RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR





Matéria inclusa por Lana Claudinez
De acordo com um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, a ingestão elevada de gordura total diminui o risco de doença cardiovascular (DCV), porém a ingestão de gorduras trans aumenta esse risco. O estudo demonstrou também que o consumo elevado de ácidos graxos mono (MUFA) e poli-insaturados (PUFA) foram associados a um menor risco de DCV, morte cardiovascular e morte por outras causas.


Trata-se de um estudo prospectivo que teve como objetivo avaliar a associação entra a ingestão de gorduras totais, mono e poli-insaturadas com o risco de DCV (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte por DCV) ou mortalidade geral. Para tal, foram recrutados 7.038 participantes com risco elevado de DCV. No início do estudo, que teve duração de 9 anos, e ao final de cada ano, foram avaliadas a ingestão de gordura total, saturada, monoinsaturada e poli-insaturada através de um questionário de frequência alimentar. Foi avaliada também a associação entre a substituição isocalórica de macronutrientes com DCV. Ao final do estudo, foram documentados 336 casos de DCV e 414 mortes no total. A maior ingestão de ácidos graxos saturados foi associada com 81% maior risco de DCV (HR: 1,81; 95% IC: 1.05, 3.13) e a maior ingestão de gorduras trans com 67% maior risco (HR: 1,67; IC 95%: 1,09 , 2,57). Foram observadas associações inversas entre a ingestão de MUFA e PUFA com mortalidade por todas as causas. Os resultados demonstraram também que, a substituição isocalórica de ácidos graxos saturados por MUFA e PUFA, assim como a substituição de gordura trans por MUFA, foram associadas a um menor risco de DCV.


Nota: O tipo de gordura (qualidade do ácido graxo) consumida em nossas refeições no dia-a-dia tem importante papel na saúde cardíaca. A redução do consumo de gorduras saturadas e trans, comumente presentes nos alimentos industrializados, embutidos, defumados, dentre outros é indispensável para reduzir o risco de DCV. Em contrapartida, a substituição por fontes de ácidos graxos insaturados como os ômegas 3, 6 e 9, presentes em peixes, óleos vegetais, castanhas e sementes em geral, faz-se indispensável uma vez que atuam como agentes protetores, especialmente da função cardíaca bem como da qualidade de vida e de saúde.


Artigo: Guasch-Ferré M, Babio N, Martínez-González MA, Corella D, Ros E, Martín-Peláez S, et al. Dietary fat intake and risk of cardiovascular disease and all-cause mortality in a population at high risk of cardiovascular disease. Am J Clin Nutr. 2015;102(6):1563-73


Fonte: http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/?acao=bu&id=80
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